6/06/2016

Escritor/Blogueiro Relações Públicas

Seria maravilhoso que todo iniciante no mundo das letras tivesse um agente de plantão para fazer todas as tramitações possíveis: Burocracias, contratos, intermediações com editoras, distribuidoras e livrarias; contabilidade, repasse de direito autoral, assessoria comercial, contato com o público, agendamento de evento cultural, etc. Mas infelizmente por questões financeiras, somos obrigados a correr atrás de nossos objetivos, o que inclui aprender a
realizar essas tarefas.
Antes de tudo, escritor é leitor e também pesquisador. Antes de ser escritor, somos estudantes. Pesquisar sobre medicina para compor um personagem médico não nos tornará médico também, mas a intenção é convencer através de um personagem bem embasado e verossímil.
Mesmo que a gente não goste de matemática, precisávamos aprender as equações para passar nas provas de matemática, álgebra, geometria, entre outras. Desta maneira, mesmo que não gostemos, temos que ser comunicativos para andarmos longe.

Bons livros sobre jornalismo e marketing vão nos abrir a mente para desenvolver uma boa comunicação entre os possíveis parceiros literários.

Leo Vieira 


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® Leo Vieira- Direitos Reservados 

5/30/2016

Leo Vieira: Escritor/Blogueiro Vendedor

A profissão mais antiga do mundo! Mais antiga até mesmo que a prostituição, porque antes de tudo, a prostituta teve que vender o seu serviço sexual. Por isso, a venda é uma profissão responsável pelo rumo do planeta. Todos nós somos vendedores. Durante a vida, todos vendemos coisas, mesmo que involuntariamente e despercebidamente.
Todo mundo "se vende" (no bom sentido). Nós criamos uma aparência para sermos "comprados" no mercado de trabalho. "Se vender" é bem diferente de "ser vendido". Não podemos nos deixar ser vendidos pela situação.
Quando um profissional se especializa, ele está fazendo uma somatória de pesquisas e aprendizados para colocar em prática no momento certo. Um livro é um resultado de pesquisas.
O escritor está lapidando o seu produto para a venda. Ele precisa vender para poder caminhar melhor na carreira. Um blogueiro também está preparando o seu produto (os blogs) para poder mostrar o seu potencial a ser vendido, em busca de patrocínio.
Talvez até mesmo o escritor pode pensar que não deve vender e que essa função caberia somente à vendedores. Mas devemos saber também que quanto mais nos especializamos, mais amplo fica nosso horizonte para conquista de espaço. Precisamos fazer a diferença!

Leve sempre alguns livros na mochila. Sempre que houver oportunidade, fale de seu trabalho. Sempre haverá uma oportunidade para vender o seu livro. Acredite nisso.

Leo Vieira

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® Leo Vieira- Direitos Reservados 

5/23/2016

Leo Vieira: Panelinhas Literárias

Patota tem em qualquer lugar. Tinha na nossa época de escola, tem no trabalho, tem na faculdade, tem na igreja, tem na vizinhança, e não poderia ser diferente no meio literário.
É comum ter um grupo especial de amigos que conhecemos e mantemos no meio literário, com blogueiros, revisores, escritores, etc. É muito bom também ser sempre lembrado, principalmente daquele evento literário especial, onde você é primeiramente lembrado para participar. 
O conselho que eu deixo é que fiquem mais atentos quando se sentirem nessa fase. Panelinha é legal, mas deixe a "panela sem tampa".
Isso porque também se perde muita oportunidade quando nos fechamos para novas parcerias e amizades. Às vezes, aquele escritor reservado pode trazer um monte de alunos para o evento e aquela escritora falante representa um número imenso de leitores. Muito se pode compartilhar.

Se algum convidado em potencial tiver um caráter duvidoso, deixe as diferenças de lado e seja cordial. Não impeça uma participação por conta disso. Seja nobre. Todos só têm a ganhar.

Leo Vieira

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® Leo Vieira- Direitos Reservados 

5/16/2016

É Errado Outras Mídias Ocuparem as Prateleiras?

Você acha errado que a Disney venha ocupar as prateleiras com romances da série Star Wars, além de adaptações das aventuras Marvel em forma de livros?
Você também acha errado que biografias de jogadores de futebol, além de celebridades virtuais tenham espaço nas livrarias?
Se você acha que sim, então você está errado por achar que isso está errado.

Nosso mercado editorial é democrático e não pode restringir espaço para outras categorias literárias nacionais e estrangeiras, sejam elas romances, biografias entre outras.
A Disney investe centenas de milhões para adaptar seus produtos para inúmeras plataformas, como quadrinhos, cinemas, brinquedos, roupas, desenhos animados e não poderia ser diferente nos livros. Desta mesma forma, as editoras, distribuidoras e livrarias, apostando no grande potencial de vendas, andarão juntas no investimento e lucro.
As biografias de jogadores de futebol, além de políticos, artistas e celebridades virtuais além do potencial de vendas, também despertam curiosidade dos leitores pelo seu exemplo comercial e publicitário. Existem inúmeros profissionais por trás deles trabalhando e lucrando com isso.
Há um jogo comercial muito grande envolvendo muitas empresas prestadoras de serviço.
As óticas das editoras, gráficas, distribuidoras e livrarias sempre foram e sempre serão comerciais. Elas não vão sustentar sonho de escritor sem que isso tenha uma vantagem maior para o lado delas.

Existe uma vida muito complexa quando se quer correr atrás de seus sonhos profissionais, literários e artísticos.
Profissionais investem tempo e dinheiro para conquistar um patamar que muitos escritores nacionais julgam errado (e o pior é quando eles não fazem absolutamente nada para chegar a esse nível).
Você não é melhor do que ninguém. O seu livro não é melhor do que os dos outros. Da mesma forma, existe espaço para todos.


Não condene o estilo literário alheio. Vamos ter mais classe, ética e educação, aprendendo a respeitar quem se dedica mais do que a gente.

Leo Vieira

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® Leo Vieira- Direitos Reservados 

5/09/2016

Leo Vieira: Existe Livro Ruim?

Segundo a Ciência, não existe comprovação para a estética. A ciência não pode explicar o que é feio e o que é bonito. A estética é uma opção pessoal. Desta mesma maneira, o moralismo e o gosto pessoal também não pode ser mensurado cientificamente.
Compreendemos então que não se pode classificar um livro ruim segundo a ciência. Podemos sim julgar um livro pela sua qualidade textual e ortográfica, tornando a leitura incompreensível. Mas julgar pelo fato da história ser simplesmente ruim, irá apenas atrelar a um gosto pessoal.
Nem todo livro é ruim. Talvez ele não faça o seu gênero literário. Há uma frase que diz que não existe piada ruim e sim piada mal contada. Deve-se ter interpretação e eloquência ao contar uma piada. Se você for rápido demais, ninguém entenderá. Se você se estender demais, os ouvintes ficarão dispersos. O pior de tudo é ter que explicar a piada. Daí que perde toda a graça mesmo.
Um livro é uma história que deve ser contada no compasso de uma piada. Ele deve ter uma boa gramática, uma boa "eloquência textual" para que o leitor não se perca no decorrer das páginas e deve fazer o expectador fazer um bom passeio durante a aventura. Resumindo: um escritor deve ser um bom contador de história.

Portanto, não critique um livro somente pelo fato de ser mal contado. Um bom leitor vai além e compreende além da intenção do autor.

Leo Vieira


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5/02/2016

Leo Vieira: Editoras São Obrigadas a Apoiar o Autor?

Diversas vezes eu desenhei a diferença de uma editora tradicional para uma editora por demanda. A tradicional investe tudo e promove a obra, através de um contrato editorial. A editora por demanda presta apenas serviços gráficos, onde é o autor que investe o dinheiro, assinando um contrato de prestação de serviços.

Editora Tradicional- investe no livro
Editora por Demanda- você que investe no seu livro

Editora Tradicional- contrato editorial
Editora por Demanda- contrato de prestação de serviços

Editora Tradicional- distribui, vende, divulga e presta conta das vendas
Editora por Demanda- te entrega o lote de livros e expõe no site. O autor é que promove venda e divulgação.

Em editoras tradicionais, também acontece de ter em seus inúmeros títulos, obras que têm mais potencial de mercado, principalmente quando for um livro estrangeiro já sucesso de vendas. Nesse caso, mesmo sendo "concorrente de si mesma", ela vai optar em promover a obra mais conveniente.
Já em editoras por demanda, todos os títulos têm o mesmo valor e ficarão de exposição no site para atrair novos clientes, além de possíveis compradores de livros na loja virtual.


Resumindo: editoras não são obrigadas a apoiar o autor e nem mesmo devem ser culpadas por isso. Sabemos sim que existem escritores preciosos no mercado, mas mesmo assim, eles ralaram muito para chegar até lá. E uma pergunta fica no ar: será que você está disposto a aprender e a se desenvolver neste caminho das pedras para fazer por merecer?

Leo Vieira

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4/25/2016

Leo Vieira: A Culpa é De Quem?

Você finalmente realiza o sonho de publicar um livro! Junta uma boa grana, procura uma editora por demanda legal, investe nos registros, arte, revisão, diagramação, lote e quando lança... quase ninguém compra!
Você volta pra casa com aquela pilha inútil de livros e o volume é ameaçado pelas traças e mofo. Você negocia uma consignação com uma livraria e perde metade do que poderia lucrar com as vendas. Poucos exemplares são vendidos, isso porque naquela mesma época, a Disney promoveu um mega lançamento de diversos títulos de Star Wars e Heróis Marvel no formato de romances. As prateleiras foram todas tomadas e seus livros foram parar lá no canto da estante.
Você então é chamado para buscar os exemplares restantes e recebe o seu repasse das vendas que mais parece um comissionamento. Você então acaba fazendo uma liquidação pela internet e decide vender tudo a preço de custo, mas no fim das contas, você acabou tendo uma despesa maior. A solução é respirar fundo e praguejar o mercado literário nacional que menosprezou sua obra.

Prepare-se agora para a sacudida de quem também já passou por isso:
- Arrumar um culpado para os seus fracassos é uma atitude imatura.
- O fato de escrever uma boa história não é garantia para o êxito nas vendas.
- Editora por demanda é prestadora de serviço e não é obrigada a promover venda nem marketing de seu livro.
- Livrarias são comércios e não são obrigadas a darem mais atenção a livro nacional independente.
- O mercado editorial é para todos e assim como você, a Disney também está investindo (e muito dinheiro por sinal) para promover seus produtos nas versões literárias também.


Mas não desanime. Procure entender mais como os grandes autores e editoras fizeram para ganhar espaço neste mundo tão competitivo. Nem tudo é feito a base de dinheiro. Criatividade e esperteza para agir no momento certo conta muito e nos dá o merecido espaço.
Leo Vieira

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4/18/2016

Leo Vieira: Por Que Não Somos Valorizados?

Você lançou um livro, mas os colegas da rede vivem te pedindo um exemplar grátis ou então você é blogueiro, mas os colegas vivem te pedindo pra revisar textos e fazer marketing virtual gratuito, entre outras coisas. Eventos literários são realizados e você acaba gastando muito mais que o programado.
Isso chega a dar uma amargura e ficamos a pensar no motivo de tantos outros terem dado certo.
Mas daí fica a questão: O que é preciso fazer para ser valorizado?

Não existem regras para isso, a não ser a autodivulgação, que deve ser moderada. Exposição demais causa certa estranheza, como se fosse uma "boemia virtual". Aparecer demais em tudo quanto for evento (inclusive os quais você não foi convidado) pode também desgastar a sua imagem.

Há uma frase que diz que "uma conversa é como uma boa refeição: devemos abandoná-la um pouco antes de nos fartar". O profissional que se expõe demais, também tende a parecer inconveniente. Devemos deixar saudade por onde passarmos e fazer a pessoa desejar o nosso breve retorno.
Quanto ao livro, fazer inúmeras postagens virtuais publicitárias podem causar um efeito negativo. Quem nunca foi banido de uma página ou até bloqueado por um amigo virtual por conta de postagens sequenciais inconvenientes? Para vender é preciso atrair atenção, despertar interesse e desejo do leitor e assim você arremata, retirando prontamente um exemplar de sua mochila e assim fechando a venda. No caso de um blogueiro, um profissional interessado
pesquisará no momento certo a sua biografia e assim fará uma boa proposta de trabalho, a qual você dará um certo tempo para analisar.

Esteja sempre preparado e mantenha sua biografia atualizada.

Leo Vieira
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4/11/2016

Leo Vieira: Até Onde Podemos Ajudar?

Há uma frase popular que diz: "quem não vive pra servir, não serve pra viver". A vida da gente somente tem valor quando nos dedicamos a outra e assim nos sentimos gratos por ter tido uma utilidade em um momento tão oportuno.
Devemos sim ter prazer em ajudar, porém devemos ter utilidade nisso. O que adianta fazer algo quando a outra parte pode muito bem fazer? Não seria mais prático ensinar a pescar do que dar o peixe sempre?
É esse um ponto que me deixa muito intrigado. Uma pessoa que não faz questão de aprender e vive te pedindo sempre as mesmas coisas pode sim te fazer repensar a situação. Se o "favor" que você faz costuma ser rotineiro e ainda por cima para alguém que pode muito bem pagar por isso, está na hora de mudar esse quadro. Chame o "cliente" para conversar e pergunte se ele quer aprender ou então honrar o seu trabalho feito gratuitamente com tanta dedicação.

Seja esperto!

Leo Vieira

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® Leo Vieira- Direitos Reservados 

4/04/2016

Leo Vieira: Conivências

Quando nos envolvemos no mercado literário e editorial, é comum conhecermos diversos tipos de profissionais, sejam escritores, blogueiros, entre outros. Esses companheiros estarão conosco no meio virtual e também em possíveis encontros presenciais, como eventos culturais,
literários e lançamentos de livros.
Uma coisa muito comum de acontecer é um possível desentendimento entre profissionais, gerando uma separação coletiva. Dependendo do grau de popularidade do escritor ou blogueiro, acontece até um verdadeiro divisor de águas. Já presenciei uma situação de briga entre presidentes de academias de letras que gerou um incidente cultural de proporção internacional.

O que devemos então aprender com tudo isso?
Quando publicamos livros e blogs, nos tornamos pessoas públicas. Somos lidos, acompanhados e monitorados. Temos que dar bons exemplos. Precisamos ter classe e sabedoria para lidar com tudo isso. Brigas e desentendimentos podem sim ocorrer, mas ninguém é obrigado a compactuar
com isso. Ninguém é obrigado a concordar com todos, mas se cada um fizer a sua parte, ninguém mais fica afetado e ninguém sai perdendo.

Mantenha discrição, esteja disposto a dialogar e não alimente as divergências dos outros.

Leo Vieira

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